sábado, 2 de maio de 2009

Portanto, vamos ao ponto da situação relativamente à semana que passou, caros leitores entusiastas? - Imaginando que soltaram um enorme "Vamos", eu vou. Vou começar o ponto da situação, não embora. Feh! Estás bonita, Inês.

Começo por saltar a Segunda-feira.
A Terça-feira.
A Quarta-feira.
E inicio o relato da minha semana na Quinta-feira.
Oh, não me interpretem mal. Eu não tenho nada contra a Segunda, a Terça e a Quarta. Mas foram tão banais que se apenas pensar nisso enjoa não quero sequer imaginar escrever acerca e obrigar-vos a ler.

Prosseguindo:

Quinta-feira. Aula de Educação Física. Desporto? Handball! Resultado? Braço ao peito.
A besta do meu ex-namorado decidiu quase arrancar-me o pulso. Aquilo é que foi um remate. Mas coitado, não deve tê-lo feito de propósito. Ok, não o fez mesmo propositadamente.
Poderia procurar algo de interessante neste episódio não se tivesse dado a falta de comparência ao teste de Psicologia em troca de três belas horas no hospital, apenas para fazer um Raio X-pto e ir à ortopedia com o mesmo Raio X-pto para mo analisarem.
Ora, diz-me a "sôtora":

"Isto é que é um hematoma! Tinha força o rapaz, huh?! Tens de ficar com o braço ao peito durante 2 a 3 semanas. Coloca muito gelo e toma os analgésicos. Se não passar ao fim desse tempo, volta cá"


Oh, voltas. Preferia amputar o pulso a ter de estar mais qualquer tempo indefinido numa sala de espera de hospital.

Cheguei a casa. Dormi. Acordei. Comi os meus cereais. Deitei-me. Dormi.
Foi uma Quinta-feira interessante ou não foi?

Posto tudo isto, chegamos à Sexta-feira. Após uma manhã e uma tarde como todas as outras, com o seu "q" peculiar por serem a manhã e a tarde de um feriado, fui até ao Lx Factory juntamente com o Pedro e a Daniela. CPO Drum&Bass Awards 08. Posso dizer uma asneira? Phoda-se! Foi brutalíssimo. Encontrei um antigo colega do Rainha. Andava por lá mais uns amigos. Um deles bastante simpático - O China. E dançava upa-upa! Eu também me desenrasquei. Num estilo menos freestyle que ele mas sempre fez com que me viessem perguntar "Como é que fazes esses passos?"
Há muito que não me sentia tão bem. Vá, há coisa de um ano e um mês. O namoro deu cabo de mim. Feh!
Mas agora isto vai melhorar.
Está a melhorar.
Já melhorou!
Pode melhorar mais, mas já melhorou.
(Nunca escrevi tanta vez a palavra melhorar e seus derivados)

Oh! Falta ainda referir: antes de ir para o Lx Factory fui a uma espécie de tasquinha no Calvário para beber um café e para o Pedro comprar tabaco. Estava lá o Sr. João e este deu-me um beijinho. Não é todos os dias que alguém recebe um beijinho do porteiro da escola que faz trinta por uma linha com um cigarro. Aquilo é que são "n" habilidades.

Enfim.

Sinto-me bem. Livre!



A música de hoje: Rocketface - Blackout (Ben Sage Remix)

terça-feira, 28 de abril de 2009

"O mundo é paraíso ou inferno - Quem sente paixão quer a tudo dar um sentido. Principalmente quando é algo que vem da mulher ou do homem amado.
O que significou aquele sorriso?
Será que ele...?
E porque razão terá ele dito que...?
Provavelmente é porque...? Ou então...?
Não me digam que isso significa que...?
Tudo tem que ter um sentido e esse sentido, de qualquer gesto, palavra ou respiração - disse a senhora Woolf - prende-se com o abismo que separa as duas respostas dadas pela flor: bem-me-quer, mal-me-quer.
Nada é neutro se estamos apaixonados. O rio pode ser irmão ou inimigo. Ninguém é inocente: ou me ajudas a conquistar quem amo ou então declaro-te meu inimigo.
Nenhum apaixonado poderá dizer de um qualquer esquecimento: isso não significou nada!
Tudo significa tudo. E, no apaixonado, o tudo resume-se a paraíso ou inferno. Não há, em definitivo, locais intermédios - disse a senhora Woolf.
Cada coisa no seu sítio - Sempre gostei deste verso de Rimbaud - disse a senhora Woolf:
"Le Rossignol aux bois et l'amour dans les coeurs!"
É a ordem necessária: cada caminhante no seu caminho. Cada caminho debaixo do seu caminhante.
No meio da desordem amorosa é necessário que alguém conte: 1, 2, 3 - e, dessa maneira, nos tranquiliza.
O amor nunca nos é familiar; pelo contrário, é sempre o grande estrangeiro, o fantasma-bom que vem, não se sabe de onde, entra na nossa casa e transforma os objectos tristes em coisas mais luminosas e alegres. E depois parte. E nunca ficamos a saber onde antes se tinha alojado.
Porém, seguindo as instruções claras deste verso de Rimbaud, tudo fica mais fácil e até podemos brincar, com as crianças:
-Onde está o amor?
E as crianças apontam para o coração.
-Onde está a inteligência?
E as crianças apontam para a cabeça.
-Onde está a fome?
E as crianças apontam para o estômago.
-Onde está o rouxinol?
E as crianças apontam para o bosque.
Cada macaco no seu galho. O rouxinol no bosque e o amor nos corações.
Era bom que o mundo fosse assim tão claro - disse a senhora Woolf - mas não é, infelizmente não é."

Gonçalo M. Tavares


Estava eu na minha demanda não me recordo bem por onde quando encontrei esta pequena pérola. Não podia vir mais a calhar. Enfim.


A música de hoje: A mesma do post anterior.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ontem fui até à Fábrica da Pólvora com malta que já não via há tomates. Fez-me extremamente bem estar com eles. E com o belo do Moscatel também. Preciso de saír. Deixar de me perder em pensamentos absurdos que não me levam a lado algum. Sim, preciso de deixar de pensar - Pensar mata. Ou na melhor das hipóteses, apenas me levará à loucura. Nota: Eu penso e gosto! Só não gosto da "coisa" em que ultimamente tenho pensado - ou gosto demais.

Ele sente a minha falta. Eu sei que sim... E eu também sinto a falta dele. Muita...
Gostava de saber se ele pensa em mim tantas vezes quantas as que eu penso nele.


A música de hoje: Najwajean - Drive me

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eram cerca das 20horas de ontem quando me lembrei que hoje tinha teste de História. Feh!
Não é que eu costume estudar muito, mas ler as coisas com uma certa margem de horas é sempre mais agradável e menos stressante. Vá lá, que o teste correu bem *Suspiro de alívio*

Hoje não vi o meu ex-namorado *Suspiro de alívio ainda maior* - Olhos que não vêem coração que sente um pouquinho menos.
Soube-me bem o dia sem ele. E soube-me ainda melhor a tarde passada com a Inês. Há muito que não estavamos juntas - Tinha saudades.

Termino hoje com uma citação do filme "Blade Runner" -

"Todos esses momentos perder-se-ão no tempo como lágrimas à chuva"


A música de hoje: Vega4 - Life is beautiful

sábado, 18 de abril de 2009

Os últimos dias que passaram - os quais nem sequer me dei ao trabalho de aqui relatar - foram do mais normal que pode existir. Escola - Casa.
É verdade. Comecei as aulas de novo. Até foi uma semana tranquila.
Devo confessar: quando cheguei à escola na Terça-feira, estava um tanto ou quanto nervosa - Ia revê-lo e não sabia bem o que esperar. Sentei-me num banco a desfrutar da brisa gelada que corria e que suavemente me arranhava a face. Esperei ver algum movimento. Cerca de quinze minutos após a minha chegada, ele apareceu. Cumprimentou-me como se cumprimenta um amigo e sentou-se ao meu lado. Falámos um pouco, mais uma vez de coisas banais. Chegámos mesmo a falar do entristecido tempo como se fosse um assunto realmente importante e de extremo interesse.
O resto da semana assim se foi mantendo.
Ontem notei-o diferente. Estava mais "solto" - "Solto" e próximo demais. Continua a ter prazer em riscar as minhas mãos com a sua bela caneta preta.
Vendo bem, a única alteração no nosso relacionamento são a ausência de beijos na boca e a falta de calorosos e protectores abraços - Ainda consigo sentir o quente dos seus braços envoltos nos meus ombros.
Não sei, de todo, se isto será bom.
Durante a aula de Área de Projecto, andei com um questionário infantil nas mãos com aquelas questões simples como "Qual a tua cor preferida?" mas que não deixam de ser essenciais quando se quer conhecer alguém. - Fiz-lhe umas quantas perguntas. Uma delas era "Qual o sentimento e/ou emoção que mais gostas de sentir?" - "Paixão" - Diz-me.
Oh! Isso explica muita coisa...
Não sei bem como, enquanto conversávamos - Não me lembro sequer sobre o que era - acabou por ficar decidido que lhe faria companhia ao almoço como sempre fizera todas as Sexta-feiras, desde o início do 12º ano.
Senti-me mal, como se estivesse ali apenas por hábito, para não o deixar sozinho. Queria ir embora mas qualquer coisa estava a fazer com que eu me mantivesse ali. Faltavam vinte minutos para a sua aula começar e decidi que estava na hora de pôr o corpo a caminho de casa - Apenas o corpo. A minha mente não o tem acompanhado ultimamente. Deixo-a para trás, esquecida, algumas vezes. Acho que a estou a negligenciar e ainda vou sentir o seu descontentamento.
Não suportava mais o ambiente: a falta de diálogo e o constante som dos seus dedos a tocarem as teclas do telemóvel.
Fez-me companhia até meio do passeio.
"Então, bom fim de semana" - disse-lhe.
Sorrindo, desejou-me o mesmo - "Bom fim de semana"
Dei cerca de dois passos quando ele, virando-se para trás, diz: "Continuas bloqueada"
Detive-me. Sabia o que ele pretendia - Estava a provocar-me. A testar-me.
Mostrei-me indiferente, ainda que os meus olhos me denunciassem.
"É como quiseres" - retorqui.
Perguntou-me se era meu desejo ser desbloqueada. Segundo ele "Tenho umas coisas lá [possivelmente no nick, penso] que secalhar não queres ver..."
Ah! Era aí que ele queria chegar. Estava desejoso de o dizer.
Petrefiquei. Qualquer brilho que tivesse no meu olhar foi apagado por completo. Fixei um ponto que não os seus olhos. Não podia correr o risco de ele perceber que aquilo tinha surtido efeito em mim. No entanto, desta vez, foi a minha voz quem me traíu quando o meu "é-me indiferente" soou um tanto ou quanto robotizado e a força da voz me escapou, tendo saído dos meus lábios algo que se assemelhou mais a um suspiro que ao prenunciamento de uma phrase.
"Ficas bem?"
"Fico. Bom fim de semana" - Soei mais fria do que desejava.
"Não precisas de ir já embora" - Sorriu quando o disse e sou capaz de jurar que vi os seus olhos brilharem com uma mistura de gozo e prazer.
"Não quero que comece a chover de novo. Adeus" - Nem eu sei se me referia às nuvens que se encontravam sobre nós ou se ao facto de não conseguir controlar a água que estava prestes a surgir nos meus olhos. A verdade é que não seria por já não me manter ali que as nuvens seriam impedidas de se retorcerem violentamente.
"Então, vou-te desbloquear!" - disse num tom de voz elevado uma vez que eu já me encontrava um pouco distante de si.
"Como queiras" - disse-lhe ao acenar um adeus sem nunca me voltar para trás.

Acabei por lhe mandar uma mensagem a dizer que não me desbloqueasse. Não quero ter mais um contacto dos "Olá, tudo bem? O que fazes?" - Ver-me-ia obrigada a bloqueá-lo eu.

Estou aliviada.


A música de hoje: Dan Gibson - Heart of the Forest

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Feh!
Portanto, hoje é dia 13, ontem foi dia 12 e amanhã será dia 14 e eu começo as aulas de novo...

*Gritando desesperadamente*
Não quero!

As férias estavam-me a caír tão, mas tão, bem. Enfim, lá terá de ser.
Hei-de me conformar.
Não vou escrever mais. Tenho que escrever só que não me apetece.
Termino com uma bela e sincera(!) afirmação:




Estou feliz e sinto-me bem!


(O Bob hoje veio me visitar!)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ontem acabei por não escrever mais nada aqui. Estar no computador deprime-me. Primeiro, porque não muito se faz. Segundo, porque não se fazendo muito eu sou obrigada a ocupar-me com algo como, por exemplo, pensamentos - Pensamentos esses que não me fazem muito bem. E terceiro... Bem, não há terceiro, apenas acho que fica gira esta sequência de "primeiro e segundo" a acabar num "terceiro". Ainda em referência ao dia de ontem: Estive a falar com o meu ex-namorado. Quando iniciei sessão no "mensageiro" ele disse-me "Olá" e perguntou-me se tinha havido muita diversão nas minhas férias. Foi das conversas mais banais e forçadas que alguma vez tive - Penso que tanto da minha parte como da dele. Há assim um espaço tipo ENORME entre nós. Talvez seja melhor deste modo. Tenho me feito de forte mas acabei à conversa com a minha mãe e não resisti - Chorei - Precisava de o fazer. Andava a aguentar há algum tempo e isso não me estava a fazer lá muito bem. E falar com ele pela primeira vez depois que acabou o namoro acelerou de novo aqueles sentimentos que eu não queria. Mas já abrandaram! No entanto, manter-me-ei na mesma para com ele. Descontraída, alegre, "na boa". Assim sempre vou interiorizando os estados mais agradáveis.

Por hoje é tudo. Não tenho muito mais a dizer, ou nada mesmo...
Quando chega a noite fico em baixo por mais porreiro que tenha sido o meu dia. Enfim.

"A vida continua"
Muito "clichê"? Bom, pelo menos, é verdade.