terça-feira, 28 de abril de 2009

"O mundo é paraíso ou inferno - Quem sente paixão quer a tudo dar um sentido. Principalmente quando é algo que vem da mulher ou do homem amado.
O que significou aquele sorriso?
Será que ele...?
E porque razão terá ele dito que...?
Provavelmente é porque...? Ou então...?
Não me digam que isso significa que...?
Tudo tem que ter um sentido e esse sentido, de qualquer gesto, palavra ou respiração - disse a senhora Woolf - prende-se com o abismo que separa as duas respostas dadas pela flor: bem-me-quer, mal-me-quer.
Nada é neutro se estamos apaixonados. O rio pode ser irmão ou inimigo. Ninguém é inocente: ou me ajudas a conquistar quem amo ou então declaro-te meu inimigo.
Nenhum apaixonado poderá dizer de um qualquer esquecimento: isso não significou nada!
Tudo significa tudo. E, no apaixonado, o tudo resume-se a paraíso ou inferno. Não há, em definitivo, locais intermédios - disse a senhora Woolf.
Cada coisa no seu sítio - Sempre gostei deste verso de Rimbaud - disse a senhora Woolf:
"Le Rossignol aux bois et l'amour dans les coeurs!"
É a ordem necessária: cada caminhante no seu caminho. Cada caminho debaixo do seu caminhante.
No meio da desordem amorosa é necessário que alguém conte: 1, 2, 3 - e, dessa maneira, nos tranquiliza.
O amor nunca nos é familiar; pelo contrário, é sempre o grande estrangeiro, o fantasma-bom que vem, não se sabe de onde, entra na nossa casa e transforma os objectos tristes em coisas mais luminosas e alegres. E depois parte. E nunca ficamos a saber onde antes se tinha alojado.
Porém, seguindo as instruções claras deste verso de Rimbaud, tudo fica mais fácil e até podemos brincar, com as crianças:
-Onde está o amor?
E as crianças apontam para o coração.
-Onde está a inteligência?
E as crianças apontam para a cabeça.
-Onde está a fome?
E as crianças apontam para o estômago.
-Onde está o rouxinol?
E as crianças apontam para o bosque.
Cada macaco no seu galho. O rouxinol no bosque e o amor nos corações.
Era bom que o mundo fosse assim tão claro - disse a senhora Woolf - mas não é, infelizmente não é."

Gonçalo M. Tavares


Estava eu na minha demanda não me recordo bem por onde quando encontrei esta pequena pérola. Não podia vir mais a calhar. Enfim.


A música de hoje: A mesma do post anterior.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ontem fui até à Fábrica da Pólvora com malta que já não via há tomates. Fez-me extremamente bem estar com eles. E com o belo do Moscatel também. Preciso de saír. Deixar de me perder em pensamentos absurdos que não me levam a lado algum. Sim, preciso de deixar de pensar - Pensar mata. Ou na melhor das hipóteses, apenas me levará à loucura. Nota: Eu penso e gosto! Só não gosto da "coisa" em que ultimamente tenho pensado - ou gosto demais.

Ele sente a minha falta. Eu sei que sim... E eu também sinto a falta dele. Muita...
Gostava de saber se ele pensa em mim tantas vezes quantas as que eu penso nele.


A música de hoje: Najwajean - Drive me

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eram cerca das 20horas de ontem quando me lembrei que hoje tinha teste de História. Feh!
Não é que eu costume estudar muito, mas ler as coisas com uma certa margem de horas é sempre mais agradável e menos stressante. Vá lá, que o teste correu bem *Suspiro de alívio*

Hoje não vi o meu ex-namorado *Suspiro de alívio ainda maior* - Olhos que não vêem coração que sente um pouquinho menos.
Soube-me bem o dia sem ele. E soube-me ainda melhor a tarde passada com a Inês. Há muito que não estavamos juntas - Tinha saudades.

Termino hoje com uma citação do filme "Blade Runner" -

"Todos esses momentos perder-se-ão no tempo como lágrimas à chuva"


A música de hoje: Vega4 - Life is beautiful

sábado, 18 de abril de 2009

Os últimos dias que passaram - os quais nem sequer me dei ao trabalho de aqui relatar - foram do mais normal que pode existir. Escola - Casa.
É verdade. Comecei as aulas de novo. Até foi uma semana tranquila.
Devo confessar: quando cheguei à escola na Terça-feira, estava um tanto ou quanto nervosa - Ia revê-lo e não sabia bem o que esperar. Sentei-me num banco a desfrutar da brisa gelada que corria e que suavemente me arranhava a face. Esperei ver algum movimento. Cerca de quinze minutos após a minha chegada, ele apareceu. Cumprimentou-me como se cumprimenta um amigo e sentou-se ao meu lado. Falámos um pouco, mais uma vez de coisas banais. Chegámos mesmo a falar do entristecido tempo como se fosse um assunto realmente importante e de extremo interesse.
O resto da semana assim se foi mantendo.
Ontem notei-o diferente. Estava mais "solto" - "Solto" e próximo demais. Continua a ter prazer em riscar as minhas mãos com a sua bela caneta preta.
Vendo bem, a única alteração no nosso relacionamento são a ausência de beijos na boca e a falta de calorosos e protectores abraços - Ainda consigo sentir o quente dos seus braços envoltos nos meus ombros.
Não sei, de todo, se isto será bom.
Durante a aula de Área de Projecto, andei com um questionário infantil nas mãos com aquelas questões simples como "Qual a tua cor preferida?" mas que não deixam de ser essenciais quando se quer conhecer alguém. - Fiz-lhe umas quantas perguntas. Uma delas era "Qual o sentimento e/ou emoção que mais gostas de sentir?" - "Paixão" - Diz-me.
Oh! Isso explica muita coisa...
Não sei bem como, enquanto conversávamos - Não me lembro sequer sobre o que era - acabou por ficar decidido que lhe faria companhia ao almoço como sempre fizera todas as Sexta-feiras, desde o início do 12º ano.
Senti-me mal, como se estivesse ali apenas por hábito, para não o deixar sozinho. Queria ir embora mas qualquer coisa estava a fazer com que eu me mantivesse ali. Faltavam vinte minutos para a sua aula começar e decidi que estava na hora de pôr o corpo a caminho de casa - Apenas o corpo. A minha mente não o tem acompanhado ultimamente. Deixo-a para trás, esquecida, algumas vezes. Acho que a estou a negligenciar e ainda vou sentir o seu descontentamento.
Não suportava mais o ambiente: a falta de diálogo e o constante som dos seus dedos a tocarem as teclas do telemóvel.
Fez-me companhia até meio do passeio.
"Então, bom fim de semana" - disse-lhe.
Sorrindo, desejou-me o mesmo - "Bom fim de semana"
Dei cerca de dois passos quando ele, virando-se para trás, diz: "Continuas bloqueada"
Detive-me. Sabia o que ele pretendia - Estava a provocar-me. A testar-me.
Mostrei-me indiferente, ainda que os meus olhos me denunciassem.
"É como quiseres" - retorqui.
Perguntou-me se era meu desejo ser desbloqueada. Segundo ele "Tenho umas coisas lá [possivelmente no nick, penso] que secalhar não queres ver..."
Ah! Era aí que ele queria chegar. Estava desejoso de o dizer.
Petrefiquei. Qualquer brilho que tivesse no meu olhar foi apagado por completo. Fixei um ponto que não os seus olhos. Não podia correr o risco de ele perceber que aquilo tinha surtido efeito em mim. No entanto, desta vez, foi a minha voz quem me traíu quando o meu "é-me indiferente" soou um tanto ou quanto robotizado e a força da voz me escapou, tendo saído dos meus lábios algo que se assemelhou mais a um suspiro que ao prenunciamento de uma phrase.
"Ficas bem?"
"Fico. Bom fim de semana" - Soei mais fria do que desejava.
"Não precisas de ir já embora" - Sorriu quando o disse e sou capaz de jurar que vi os seus olhos brilharem com uma mistura de gozo e prazer.
"Não quero que comece a chover de novo. Adeus" - Nem eu sei se me referia às nuvens que se encontravam sobre nós ou se ao facto de não conseguir controlar a água que estava prestes a surgir nos meus olhos. A verdade é que não seria por já não me manter ali que as nuvens seriam impedidas de se retorcerem violentamente.
"Então, vou-te desbloquear!" - disse num tom de voz elevado uma vez que eu já me encontrava um pouco distante de si.
"Como queiras" - disse-lhe ao acenar um adeus sem nunca me voltar para trás.

Acabei por lhe mandar uma mensagem a dizer que não me desbloqueasse. Não quero ter mais um contacto dos "Olá, tudo bem? O que fazes?" - Ver-me-ia obrigada a bloqueá-lo eu.

Estou aliviada.


A música de hoje: Dan Gibson - Heart of the Forest

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Feh!
Portanto, hoje é dia 13, ontem foi dia 12 e amanhã será dia 14 e eu começo as aulas de novo...

*Gritando desesperadamente*
Não quero!

As férias estavam-me a caír tão, mas tão, bem. Enfim, lá terá de ser.
Hei-de me conformar.
Não vou escrever mais. Tenho que escrever só que não me apetece.
Termino com uma bela e sincera(!) afirmação:




Estou feliz e sinto-me bem!


(O Bob hoje veio me visitar!)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ontem acabei por não escrever mais nada aqui. Estar no computador deprime-me. Primeiro, porque não muito se faz. Segundo, porque não se fazendo muito eu sou obrigada a ocupar-me com algo como, por exemplo, pensamentos - Pensamentos esses que não me fazem muito bem. E terceiro... Bem, não há terceiro, apenas acho que fica gira esta sequência de "primeiro e segundo" a acabar num "terceiro". Ainda em referência ao dia de ontem: Estive a falar com o meu ex-namorado. Quando iniciei sessão no "mensageiro" ele disse-me "Olá" e perguntou-me se tinha havido muita diversão nas minhas férias. Foi das conversas mais banais e forçadas que alguma vez tive - Penso que tanto da minha parte como da dele. Há assim um espaço tipo ENORME entre nós. Talvez seja melhor deste modo. Tenho me feito de forte mas acabei à conversa com a minha mãe e não resisti - Chorei - Precisava de o fazer. Andava a aguentar há algum tempo e isso não me estava a fazer lá muito bem. E falar com ele pela primeira vez depois que acabou o namoro acelerou de novo aqueles sentimentos que eu não queria. Mas já abrandaram! No entanto, manter-me-ei na mesma para com ele. Descontraída, alegre, "na boa". Assim sempre vou interiorizando os estados mais agradáveis.

Por hoje é tudo. Não tenho muito mais a dizer, ou nada mesmo...
Quando chega a noite fico em baixo por mais porreiro que tenha sido o meu dia. Enfim.

"A vida continua"
Muito "clichê"? Bom, pelo menos, é verdade.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Estou cansada!

Voltei de Alcoutim. Cheguei a Lisboa às 13.15 de rabo dorido por quatro horas sentada e por ter andado de bicicleta.
Bom, foram uns dias agradáveis. Boa companhia, boa pousada... A Vila era um coto "vazia" mas mesmo assim até era acolhedora - Se bem que o facto de os cafés fecharem às Terças é um pouco estranho.
Mas pronto, estou FELIZ! Pelo menos, acho que sim...
Este tempinho fora, ainda que pouco, fez-me bem. Aclarou-me as ideias. Abrandou sentimentos que espero que não voltem a acelerar - Vou fazer por tal não acontecer.
Lembro-me que quando abri o blog para escrever este post estava com mil e uma coisas em mente para escrever mas esqueci-me de tudo.

Bem, pode ser que mais logo me lembre e acrescente algo...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Oh! Como é bom acordar, mais um dia, a ouvir os passarinhos lá fora, enquanto o sol espreita entre as minhas cortinas.

Feh!

Qual quê! Acordei com o meu cão a ladrar e com o meu irmão mais novo aos gritos - Aposto que ambos se juntaram para me infernizar a vida...

Enfim. Andava eu na minha demanda pelos blogs (especificamente o "Black and White" da Bá) quando vi o seguinte:

Instruções:
1. Pegua no livro mais próximo de ti;
2. Abre-o na página 23;
3. Encontra a quinta frase;
4. Posta o texto no teu blog, juntamente com estas instruções

Pareceu-me interessante, ou simplesmente mais uma coisa para preencher o tempo, e decidi fazê-lo.
Pois bem, cá vai a phrase:

"Viu-me chegar e deixou-se ficar onde estava, sem nada dizer." (in "O Guarda da Praia" de Mª Teresa Maia Gonzalez)

Nada má, mas muito vaga.

...

Hoje vou, finalmente, de férias! Ainda tenho de acabar de arrumar umas coisitas. Verdade seja dita que quando lá chegar vejo que me esqueci de uma coisa ou de outra, as always.
Às 17.15 apanho, juntamente com a Bá e com o Joaquim, a camioneta para Alcoutim. Chegamos lá por volta das 21h. Será descarregar e dormir. Há que renovar as energias após 300 km e mais um pouco de viagem. Ficar sentada deixa-me moída.

Bueno, acho que por hoje é tudo.
Ah! Falta dizer que o meu ex-namorado (tenho de me habituar a esta nova denominação) me tem atormentado imenso nos sonhos e hoje não foi excepção. Sonhei que ele chegava à escola e, abraçando-se a mim, pedir-me-ia desculpa. Bruto desejo que eu tenho para aqui recalcado, huh?! Mas é apenas um desejo.

*Suspiro* (agora faço muito disto)
Ele vai-me fazer falta.

Ele faz-me falta.

domingo, 5 de abril de 2009

*Suspiro* - Não existe melhor maneira de hoje começar a escrever.
Mais um daqueles dias que, sinceramente, não sei se diga "é para esquecer" ou "há que retê-lo muito bem na memória".
A verdade é que all and all it was just another day. Bem, com uma pequena, pequeníssima, particularidade. O meu já referido "mentalmente decrépito" namorado (que se encontra de férias em casa de um amigo) mandou-me uma mensagem que continha qualquer coisa como "Depois na escola temos de falar" - Fuck! I'm young but I'm not naive... A situação já é repetida. Há coisa de um mês ou assim, deu-se algo idêntico e ele decidiu que já só me via como uma amiga. No dia seguinte arrependeu-se e voltámos. Feh! Chamem-me o que quiserem mas eu gosto imenso dele e decidi que devia dar uma nova oportunidade à relação. Pois bem, agora o "ser vista como uma amiga" está de volta. Não resisti e tive de lhe telefonar. Vou de férias amanhã e, para além de não gostar de ficar com assuntos pendentes, quero descansar a cabeça!
"Quero saber os motivos desta vez" - disse-lhe eu no tom mais brincalhão e descontraído que consegui. Ao que ele me responde "O mesmo da outra vez: Já só te vejo como uma amiga".
Ora, perguntei-lhe então se tinha sido de um dia para o outro...
*Bomba. Explosão* "Estava a experimentar a ver se dava..." Haha, god, este rapaz dá cabo de mim.
Não resisti e disse-lhe: "Experimentar? Então e essa experiência, foi boa, pelo menos?"
"Phoda-se, que raio de conversa" - Entra ele a matar.
Terminei a conversa com um "xau" e ele com um "xau. Beijinhos".

Digam-me, sinceramente, isto é normal? Feh! Estou tão calma que acho que me desfaço quando o tiver de novo à minha frente.
Mas enfim, nada é eterno...

E assim, entre quatro paredes, quebraram-se promessas feitas às estrelas.

sábado, 4 de abril de 2009

A Inês ontem foi laurear a pevide.



Bá, Joaquim, a "pevide laureada" e Ricardo.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Inês de hoje: uma constante formação reactiva.




Obrigado, Freud.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Após uma longa ausência no que diz respeito ao mundo dos blogs, aqui estou eu de volta. Inteiramente renovada! O "Papas, papinhas e papões" é uma total oposição ao meu primeiro Web Log. Em que aspectos? É esperar para ver o que sairá nos próximos dias. Quiçá, meses... Anos. (Talvez mais tarde coloque aqui o endereço do blog anterior para comparações ou assim).




Especial agradecimento à minha amiga Bárbara que despertou de novo o meu interesse por blogs e ao meu mentalmente decrépito namorado que me oferece a necessidade de escrever.